sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

CAPITULO 3 - Leaving My Faith On The Danger Line

CAP. 3  
Leaving My Faith On The Danger Line
00:17 - 28, Agosto. Huntington Beach.

   Danger Line. Quando ouvi Lacey dizendo essas palavras, eu paralisei, e finalmente entendi o motivo da batida do carro. Ela iria deixá-lo ali, para que não houvesse um problema como reboque, ou nós sermos presas e pegarem nosso carro. Mais do que nunca na nossa vida, nós corremos como patos desesperados sendo perseguidos, e nós realmente estávamos desesperadas e sendo perseguidas.

   Estava chovendo muito, eu e ela não fazíamos ideia de quanto havíamos corrido, até que eu decidi arriscar olhar para trás. E pra minha surpresa, ou a policia tinha parado de nos seguir, ou eles estavam esperando nós darmos um passo em falso.

  Continuamos correndo como se não houvesse amanhã, até que Lacey, que estava na frente e na calçada oposta à minha, correndo com duas garrafas  se bate com algo ou alguém, cai e quebra a garrafa de vinho tinto.

~ Lacey's ON ~
-        Porra cara, você ficou maluco?!

-        Quem é você pra me chamar de maluco? Não sou eu quem estou correndo às... 00:35 da madrugada e quebrando garrafas de vinho tinto por ai, sou? – disse o cara que parecia ter levado um choque, e estava com um óculos, “a essa hora da madrugada”.

-        Não, ainda bem. Essa sou eu e o que você tem a ver com isso? – Eu disse estressada, e fiz o gordinho que estava acompanhando ele rir. – Do que você está rindo? – perguntei ao gordinho e a ele, que também estava se segurando para rir.

-        Ah, desculpa, não é nada, é que é engraçado ver meu amigão aqui levar um fora a essa hora da madrugada – ele disse gaguejando de tanto rir.

-        Cala a boca Zacky! – O branquelo narigudo gritou, rindo, até que olhou para mim de uma forma meio estranha – Você está sozinha?

-        E por acaso é da sua conta? E só pra ser meio educada, não, não estou sozinha. Minha amiga tá comigo – Até que eu olhei pra trás e vi Jannie vindo rastejando, aparentando estar morta de cansaço.

-        Hum. Você parece mesmo ser o tipo de garota que não comete crimes sozinha.

-        Olha só, quem é você pra ousar pensar que sabe alguma coisa da minha vida?

-        Provavelmente, não sou ninguém que te interesse, senhorita estresse.

-        Ah, pra mim já deu, vamos Jannie – Gritei, e quando olhei pra trás, vi e ouvi sirenes, e ela levantou e voltou a correr – Adeus.


   A polícia sumiu novamente uns 10 minutos depois, até que nos escondemos no meio da floresta que havia perto do condomínio e vimos a viatura passar.

~ Jannie's ON ~

-        Nossa cara, o que foi aquilo? – Eu perguntei, morrendo de rir, quando chegávamos ao condomínio.

-        Ódio, raiva, tudo! Quem aquele cara pensa que é pra, pra.. – Ela não conseguiu achar nada que ele tivesse feito errado pra acusá-lo – pra quebrar minha garrafa de vinho.

-        Nossa. E cara, você que esbarrou nele. Eu estava do outro lado da rua e vi o que aconteceu. Ele tentou te segurar, mas você caiu. Ele estava segurando a sacola com a Bacardi quando você caiu.

-        Não importa! Ele poderia ser um pouco mais simpático, não?

-        Você quem xingou ele primeiro.

-        Ah Jannie, já entendi, você se interessou por ele.

-        Não! Ele sei lá, parece que faz mais o seu tipo.

-        O meu tipo? Você enlouqueceu! Ele é ridículo, um hipócrita idiota.

-        Você parou pra reparar o jeito que ele te olhava, a cara que ele fez ao ver você?

-        Não, é claro! Eu não tô nem ai pra suas baboseiras, tenho coisas para me preocupar, além de um idiota.

-        Se você diz né.. E ah, como que vai ficar a questão do carro?

-        Eu irei buscá-lo, só vou te deixar em casa.

-        Mas, nós deixamos a chave na portaria, e tanto Chris, quanto Sebastian devem estar dormindo.

-        Puta merda, me esqueci disso. Estou com a chave do carro aqui, toma a Bacardi e vai pra casa – disse ela antes de virar a nossa rua, e foi embora.

   Eu não iria ficar na rua sozinha, afinal, tinha uma casa totalmente acesa, então decidi bater lá pra ver se me deixavam entrar enquanto Lacey não vinha. Pra avisá-la que estava na tal casa e não deixá-la preocupada caso não me achasse, mandei uma mensagem pra ela.

   Subi os poucos degraus que tinham na porta de entrada e bati na porta a espera de um convite de entrada. Poucos segundos depois, um carinha baixinho e fofo apareceu na porta, com uma cara meio estranha e sorridente.

-        Oi docinho, o que faz você bater aqui a essa hora?

-        Ah, desculpe, eu sou nova aqui, acabei de me mudar pra aquela casa ali – apontei para minha atual residência – com minha amiga, e não conheço ninguém por aqui. Aconteceu uns imprevistos e eu fiquei trancada do lado de fora enquanto ela não chega. Eu, posso, entrar?

-        Ah sim, claro, a porta de entrada é serventia da casa! É.. Não é assim o certo ditado, né?

-        Haha, não, não é assim. Mas enfim, qual o seu nome? – disse eu ao entrar na casa, um pouco envergonhada e tentando quebrar o gelo.

-        Desculpe não me apresentar, meu nome é – Gnomo! Alguém gritou la da cozinha, uma voz grossa e masculina – Não, não é gnomo. Meu nome é Jonathan Lewis, mas todo mundo me chama de Johnny Christ.

-        Prazer pequeno Johnny – “Pequeno mesmo!” A voz gritou novamente, até que apareceu um jovem garoto, magro bem parecido com o Bruno Mars, que se juntou a nós – Meu nome é Jannie, mas podem me chamar de Jay.

-        Oi, desculpa atrapalhar aqui, mas não pude me conter em deixá-la e não conhece-la. Prazer Jay, eu sou o Arin.

-        Nossa. Arin, Johnny.. Parecem os caras do Avenged. Mas eles são muito sigilosos, nunca vi uma foto sequer deles – Eu não me contive e disse num tom meio triste.

-        Aaaah tá. Você curte rock – disse Johnny

-        Uhum, muito. E só um palpite.. Vocês também curtem né?

-        Claro! Olhe.. Você parece ser bem legal, e está tarde, já são 01:52, quer continuar aqui? Sei lá, sua amiga não chegou até agora – disse Johnny, me induzindo à ficar em sua casa.

-        Aceito, mas não vou dormir aqui, se eu estiver atrapalhando seu sono, podem se despreocupar, eu dou um jeito de voltar pra casa.

-        Que nada! Para de bobeira, você acha que nós vamos dormir cedo? – disse Arin

-        Certo. É, desculpa eu me intrometer, mas vocês moram aqui sozinhos?

-        É... não, moramos com nossos amigos, somos cinco. Mas só tem três em casa. E um tá com a namoradinha no quarto.

-        É, o Matt. – acrescentou Arin – Você iria se dar bem com as gêmeas, mais com a namorada dele, ela é mais legal.

-        E a outra? – Eu perguntei, já que eles tinham assunto e eu não.

-        Ah, é um poço de simpatia – disse Johnny num tom irônico.

-        Imagino.. Ela namora com algum de vocês?

-        Não, ela já ficou com um dos que saiu, mas nada muito sério, mas ela vive correndo atrás dele, coitado.

-        Eita – Eu disse e se fez um longo silêncio, que logo fora quebrado, quando dois rapazes todos molhados chegaram fazendo uma algazarra, mas pararam quando me viram.

-        Boa noite seus gays – disse o mais altinho que estava com um óculos – Quem é essa Johnny? Namorada de um de vocês?

-        Não viado, diferente do seu caso, meus casos não me perseguem – O gordinho e Arin fizeram um barulho de “Uuuuuh” pra irritar o que havia perguntado – Ela é nossa nova vizinha, Jannie.

-        Prazer Jannie, meu nome é Brian mas pode me chamar de Synyster G. – ele disse de uma forma simpática.

-        Prazer Brian – disse eu para Brian com um aperto de mão, enquanto o que estava do seu lado vinha para minha frente.

   Ele tinha olhos verdes claros, era mais ou menos de minha altura, cheirava bem, e era meio fortinho. Estranho, mas eu me senti estremecer por dentro quando ele veio em minha direção para me cumprimentar, mas não deixei isso aparentar muito.

-        Prazer, ah, não sei seu nome – Eu não pude conter o sorriso de orelha à orelha que apareceu na minha cara.

-        Mas eu sei o seu, Jannie, belo nome, perfeito para você – O sorriso dele era lindo e provavelmente estava igual ao meu – Meu nome é Zachary, mas prefiro que me chamem de Zacky V.

-        Ah sim, prazer então Zacky.

-        O prazer é completamente meu princesa. – Ele parecia estar em transe.

-        É.. Caras, vamos, pra lá – Disse Brian para Johnny e Arin.

-        Não ligue para eles, principalmente para Brian, ele é meio intrometido e idiota às vezes, ou na maioria das vezes.

-        Haha, não faz mal, isso deve ser falta de uma namorada – Eu disse espontaneamente, e só depois reparei no que tinha dito.

-        Na verdade é excesso de chiclete, ele tem um rolo com a gêmea do Matt, já sabe disso né?

-        Uhum, isso é ridículo..

-        Ela parece ter medo de perdê-lo, ela tem ciumes de mim com ele!

-        Nossa – Não me conti e dei uma gargalhada.

   Passamos muito tempo jogando conversa fora, até perceber que já eram 2 A.M e que Lacey não havia dado sinal de vida, o que me deixou um tanto preocupada. Meus pensamentos foram interrompidos por Zacky, quando chegou com um sanduíche e perguntou se eu queria. Aceitei, mas por educação, e assim que terminamos nosso lanche da madrugada, ele ficou me olhando pelo outro lado do balcão da cozinha.

-        Zacky? O que foi?

-        Ah, desculpa, não foi nada..

-        Tem certeza? Você tá meio estranho.. Posso te fazer uma pergunta?

-        Claro! Faça – Seus olhos verdes brilharam ao dizer isso.

-        É, eu tô meio sem jeito, mas, você tem namorada ou algo do tipo?

-        Não, não mais. Por isso eu estava olhando para você, sei lá, era como se eu tivesse achado exatamente o que eu realmente precisava.

   Senti minhas bochechas corarem, mas ele chegou mais perto, mais perto até eu ficar imóvel e sentir seu corpo encostando no meu por trás, e ver ele me segurar pela cintura e cheirar meu pescoço, o que fez eu me derreter e me arrepiar toda. Estávamos num momento ótimo e estranho pra quem havia acabado de se conhecer, até que meu celular vibra e escuto a voz de Lacey me gritando. Ela bateu na porta, parece ter acordado à Brian, que logo desceu pra ver o que estava acontecendo.

-        Que que foi?! Ora, ora, olha só quem está aqui.. – disse ele num tom provocador

-        Ah, você. Jannie disse que está nessa casa, posso entrar para chamá-la?

-        Só se pode entrar se souber a senha – ele aparentava estar doido por ela, e ela morrendo de ódio dele. Deu pra perceber pela sua resposta.

-        E qual a senha? “Me deixa entrar antes que eu mande você tomar naquele lugar e te chutar até a morte?” – A raiva dela virou motivo de risos dele.

-        Ah que medo, entra logo, mas saiba que não vai sair tão cedo.

-        Fod*-se, afinal vai me deixar entrar ou não?

-        Eu já deixei.

-        Então me dá licença – Ela o empurrou até conseguir passar pela porta e me achar, com Zacky, que não teve uma boa reação também.

-        Hã? Vocês se conhecem? – disse ele para mim

-        Eu que pergunto, daonde vocês se conhecem? Lacey?

-        Ah, ele – ela apontou para Syn – e esse que você está aninhada me confrontaram hoje na hora que a gente saiu da boate.

-        Era com eles que você falava? Eu estava tão cansada que nem percebi – Eu disse meio que cabisbaixa por causa do azar ou sorte que eu tive.

-        Infelizmente. Agora vamos, já são 3A.M os mocinhos já deveriam estar dormindo.

-        Ah não, é, sei que não começamos direito, mas deixe-me conversar com ela mais um pouco? Por favor Lacey – disse Zacky parecendo uma criança pedindo doce – Jannie, você quer dormir aqui comigo hoje? Digo, vocês não querem dormir aqui? A casa de vocês duas ficam no final da rua, e está muito deserto.

-        Ah, ela já chegou Zacky, me desculpa, e afinal estamos num condomínio, não tem perigo – disse eu tentando fugir daquela situação.

-        Você que acha – disse Gates botando pilha para nós ficarmos.

-        Olha senhor preocupado, ela não está sozinha, ou você não me viu? – Disse Lacey a Zacky, mas olhando para Gates. –  Então, vamos embora Jay.

-        Ok. É, se você quiser, aqui tá o meu numero – eu disse a Zacky – e o dela também – disse indicando que ele poderia dar para Brian – Hoje mais tarde, se der a gente se fala.

-        Tá bom então – disse ele num tom triste – Até mais..

   Quando estava passando pela porta, me virei e vi Lacey encarando Brian e quando virou as costas, ele sibilou “Gostosa.” o que me fez rir, muito.

-        O que significa aquilo srtª Jannie? Já tá com aquele cara?

-        O nome dele é Zacky e do bonitinho que você fica encarando é Brian.

-        Zacky, Brian? Estranho, não? São os nomes dos guitarristas do Avenged. Ah, isso me irrita tanto, ele me irrita tanto, como consegue ser tão insuportável? Ah.

-        Você tá caidinha nele.

-        Cala a sua boca Zaca.

-        Eu admito, estou sentido algo que não consigo explicar pelo Zacky, mas sei que ele sente o mesmo e que querendo ou não foi assim desde o momento em que batemos os olhos um no outro.

-        Ui, que lindo. Mas cara, cê tem certeza do que sente?

-        Eu não sei explicar, mas seja o que for, eu tenho certeza.

-        Cara, mudando de assunto, eu passei um sufoco, tive que ajeitar a loja, colocar 5 garrafas idênticas as que nós pegamos, fora o carro que resolveu parar no meio do caminho. Tive que ir até o posto encher o tanque. Mas deixei com o Chris, que sabe dirigir e que mora do lado do posto. Ele me trouxe até aqui, foi legal...

-        Imagino, pegou as chaves com ele?

-        Puta merda, esqueci.

-        Vou ligar pro Sebastian, ou gritá-lo, acho que ele já está acordado, está vendo a luz acesa?

-        Uhum, pera, vou pular o muro – Disse ela já subindo e caindo na grama do outro lado. Pegou as chaves reservas e abriu tanto o portão, quanto a casa.

-        Vou ir dormir agora Lay, até.

-        Dorme comigo aqui no meu quarto cara. Estou sem sono. Tem um colchão de sobra aqui.

-        Ah sério, que legal, vou só trocar de roupa.

~ Lacey's POV ~

   Ela disse que só ia trocar de roupa – disse eu para mim mesma, à espera de Jannie – Af' cadê aquela vadia? Tô morrendo de sono. Vou até o quarto dela. Surpresa, já desabou. Que sorte a minha, se ela visse o meu banheiro, ela piraria. Nunca mais vou beber como hoje, cruzes. Olhei pro relógio e levei um susto ao ver que já eram 3 A.M e já ia fazer um dia que eu não dormia, desde que cheguei aqui. Cansada de lutar com o sono, resolvi dormir.



~ TO BE CONTINUED ~

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